Olá!
Eu sei, eu sei que sumi, não queiram me matar, mas não tive como postar nada, nada. Me perdoem.
Enfim, enquanto eu estive longe desse meu blog que tanto amo, tinha pensado em fazer meio que um resumão do que tinha acontecido em todas essas semanas, já fazendo até um link com um post que eu preciso fazer sobre o dia em que assisti "Bridget Jones's Baby"... Preciso contar tudo sobre esse dia maravilhoso que eu tive. Um raio de Sol entre todos esses dias sombrios ♥
Enfim, eu ia fazer o resumo, mas acabei desistindo da ideia por algumas razões:
1 - Ia dar muito trabalho, já que eu estive mais de um mês longe;
2 - Não ia conseguir dar detalhes do que aconteceu. Até quando eu faço posts da semana eu acabo esquecendo detalhes, imagine num post de mais de um mês?!;
3 - Não consigo lembrar de muita coisa relevante que aconteceu durante o mês passado, então seria quase como um post de semana e não ia compensar nada;
4 - A ideia que eu tive agora foi melhor do que qualquer resumo que eu poderia fazer aqui;
(pense num gancho legal para o resto do post?!)
A ideia que eu tive veio essa semana, num momento em que eu nem estava pensando no blog... Foi um momento em que eu parei pra pensar em algumas coisas da minha vida e acabei vendo a real causa dessa série.
No post introdutório, eu disse que eu estava começando a série por não ser uma pessoa que se ama e que está querendo buscar esse sentimento de amor próprio de volta... Não menti naquele post, eu só não tinha ido à origem da falta desse amor próprio.
Há vários anos atrás, conheci uma pessoa. Virei amiga dessa pessoa, nos aproximamos muito... Literalmente, nos considerávamos irmãs. A coisa toda era maravilhosa! Dávamos muita risada, compartilhávamos dos mesmos sonhos malucos e "impossíveis" e basicamente tínhamos um mundinho particular, onde tínhamos brigas, mas tudo dava certo no final.
O tempo foi passando, fomos conhecendo novas pessoas, a tal proximidade foi diminuindo e, por não seguirmos o mesmo caminho, algumas novas brigas aconteceram e eu percebi que essa pessoa não era mais tão minha amiga. Ela se tornou minha crítica pessoal.
Aí vocês podem pensar: Crítica? Sendo sua amiga, essa pessoa só pode ter feito críticas construtivas, do que você está reclamando?
Não, minhas cerejinhas, não eram críticas construtivas, estavam mais para críticas destrutivas mesmo.
Enfim, mesmo com todas essas críticas, eu continuei ao lado dessa pessoa, pois sempre estava dando conselhos e consolando-a toda vez que ela precisava. Sendo o máximo que eu podia, abrindo mão de coisas, de horários, de comentários sobre coisas e pessoas que eu gostava, de ideias para novos hobbies e afins. Eu estava basicamente vivendo para ajudar essa pessoa.
Depois desse tempo de convivência diária chamada colégio, continuamos mantendo contato sempre que podíamos e marcando para nos vermos o máximo que conseguíamos. Até aí, tudo lindo... Mas o tempo foi passando.
Ambas continuamos seguindo os nossos caminhos (ela com mais êxito do que eu, mais ocupada do que eu, a pessoa que tira um ano sabático logo depois de terminar os estudos e fica em casa para "viver de sua arte"), mas, sabe-se lá o quê ainda nos mantinha juntas (talvez uma droga de sentimento de proteção sobre ela e a ideia de que ia ter um momento em que ela iria precisar de mim). Só sei que o tempo passou, as críticas aumentaram por vários motivos, principalmente porque eu aprendi uma palavra bem legal: Não.
A Ally que essa pessoa conheceu já estava maior, já tinha uma ideia da vida, já tinha uma ideia do que gostava e, principalmente, do que não gostava... Essa pessoa não gostou disso, e as críticas só fizeram piorar. Já estamos chegando ao ponto das ofensas.
Mais tempo passou e só esse ano eu vim perceber o quanto essa pessoa faz/fez mal à minha vida. Não somos pessoas que compartilham dos mesmos sonhos, nossa compatibilidade - que já foi mencionada com tanto orgulho em outros tempos - simplesmente não existe mais, as críticas viraram ofensas, as ofensas viraram ataques.
E o pior de tudo foi: essa semana, eu percebi que, com essa relação tão conturbada, eu acabei me tornando uma pessoa amarga, desconfiada (de um jeito ruim), um tanto medrosa... Enfim, me tornei uma pessoa que eu não queria ser, me tornei uma pessoa que eu não gosto, distorci a imagem (que já não era das melhores) que eu tinha de mim.
O ruim é que eu só vim perceber isso agora, quando a grande merda está feita.
Hoje, eu me acho uma pessoa horrível, que se acha idiota na maioria dos momentos, acha que algumas pessoas só têm contato comigo por algum tipo de sentimento de piedade, ou para acabarem fazendo piada do meu jeito para pessoas que condizem à idade que têm... Já não me achava bonita, hoje é raridade achar que estou ao menos apresentável.
Sei muito bem que isso é ruim, me surpreendo ao pensar que ainda não fui diagnosticada com algum tipo de depressão, mas isso é o tipo de coisa que eu não consigo controlar, é automático!
Bom, eu não estou aqui para jogar a culpa em ninguém, eu também fiz muita merda, não vou pagar de vítima/inocente. Essa pessoa está muito insatisfeita comigo, eu andei vacilando, deixei de me dedicar a nós duas, mas essa foi outra coisa que eu não consegui evitar. Nos momentos em que ficamos afastadas, (in)felizmente, eu acabei aprendendo a viver sem ela e isso não foi de todo ruim.
O que ainda me prende a ela? Ela! O que a prende a mim? Não faço a mínima ideia...
Felizmente, tenho outros amigos... São poucos, mas estou surpresa e sou grata por tê-los. Saber que tem gente que gosta de mim pelo o que eu sou, não pelo o que eu posso oferecer (até porque eu não tenho nada), pelas minhas piadinhas ruins ou simplesmente pelo meu jeito é maravilhoso! Ainda tenho os meus momentos em que me sinto uma toupeira por falar ou agir de forma idiota demais para os meus padrões (e olha que esses padrões são altos), mas depois eu esqueço e vejo que esses são momentos que fazem parte de mim, não sei se deveria me envergonhar por eles.
Espero virar uma versão crescida daquela menina de quem eu me orgulhava e não sabia: alegre, brincalhona, sincera, menos desconfiada... Enfim, aquela lá de quem eu sempre sinto uma grande alegria em lembrar...
... E é por isso que estou procurando o meu "lado bom".

