Pouco mais de um ano depois da muahravilhosa copa do mundo terminar, venho aqui pro AM para descrever como foi a minha copa no ano passado. Lembro que reclamei muito do ano passado, mas hoje em dia, eu olho pra trás e vejo o quanto foi legal ter passado por tudo o que eu passei em 2014 (com exceção de algumas coisas).
O recesso da copa começou pouco antes do ponto onde a crônica de hoje começa. Por morar em uma das cidades-sede, ter uma tia com uma casa no centro da cidade que também faz serviço de hospedagem e o marido dessa tia ter ido fazer uma visita ao seu país de origem (EUA), acabei sendo convidada pela minha tia (e o marido dela) para ficar lá na casa, sendo um tipo de recepcionista para todos os turistas que chegassem por lá.
Assim que cheguei, vi que a minha tia também estava sendo ajudada por uma amiga nos afazeres domésticos, mas eu era a única que falava inglês, então aquele seria o meu trabalho ali. Mesmo não sendo a minha primeira experiência com turistas (teve uma vez que recepcionei três croatas e tive uma conversa incrível com a única garota do bando que tinha um estilo incrível, e teve a outra vez com uma garota de NY, que merece um post só dela, porque aquele dia foi super divertido), eu estava nervosa, afinal, eu ficaria naquela casa durante dias e basicamente conviveria com aquele pessoal todo.
Não me lembro bem quem foi a primeira pessoa que eu recepcionei, deve ter sido um homem, afinal, essa foi a maioria. Foram incontáveis as vezes em que eu disse "upstairs, please" para mostrar onde os hóspedes ficariam. Só um grupo de franceses e o cara que parecia o Ricky Martin não precisaram ouvir essas duas palavrinhas.
Acabei percebendo que existem turistas e turistas. Tipo, alguns eram maravilhosamente simpáticos e outros simplesmente entravam em seus quartos, faziam perguntas de praxe (tipo "onde posso encontrar um caixa eletrônico?" ou "eu posso lavar minhas roupas aqui ou devo procurar uma lavanderia?") e ficavam trancados até o momento em que iam ver o jogo. Daí vinha uma nova pergunta de praxe: Quanto tempo leva daqui até a arena?
Coisas engraçadas aconteceram. Teve o anteriormente citado "cara que parecia com o Ricky Martin", que realmente se parecia com o Ricky Martin, só tinha o cabelo comprido. Tivemos algumas conversas sobre futebol e por acaso fiquei sabendo que a mãe dele era do norte da Itália e ele falava português, mas só falava inglês comigo, pois achava que era mais confortável para ele (vai entender)... Também teve o Jared, um cara que se parecia com Jared Padalecki (igualmente alto) e foi acompanhado da mulher e do filho pequeno, uma fofurinha... Não teve como não imaginar o JarPad se hospedando lá e, sei lá, dizendo que era amigo do marido da minha tia (só porque ele é americano, eu ficava imaginando que ele conhece 646517436845436356 artistas e um dia teria chances de conhecer todos eles... Coisa de criança que sonha demais) e eu criaria amizade com ele também ♥ ...
Tiveram pessoas bem legais também. Teve o Joe (ele tem um outro nome, é tipo "qualquer coisa Joe", mas eu esqueci o nome dele) e ele ganhou o troféu fofura dessa minha estadia lá ajudando a minha tia. Primeiro: ele era baixinho. Tipo, ele era menor do que eu e isso deve ser meio constrangedor para um cara (ele tinha por volta de 1,55 de altura), mas pra mim foi fofinho. Segundo: ele tinha traços orientais, então ele era um japonês baixinho com cabelos espetados e extremamente pretos. Terceiro: Foi uma das poucas pessoas que realmente se importavam com a minha presença ali, conversamos, eu descobri que ele morava na Austrália. Pouco depois do Joe chegar, eu vim em casa para ver se estava tudo tranquilo e voltei uns dois dias depois, quando eu cheguei lá, ele estava tomando café e foi super simpático comigo (eu que não soube reagir e minha resposta foi meio "hm, er... I'mokayhowareyou? *sorriso sem graça*" ~sim, falei uma palavra por cima da outra~).
Teve o também anteriormente citado grupo de franceses... Um deles tinha parentes portugueses e mandava superbem no português... Que sotaque, que corpo, ótimas flexões de braço feitas na escadinha de acesso à porta da casa... Enfim, movin' on.
Teve um casal super engraçado e extremamente fofo. Os dois se ajudavam nas coisas, ela gostava de conversar comigo e ele era muito da zueira, pena que não ficavam muito em casa... Logo o pessoal que a gente gostaria de conviver mais, costumava passar o dia todo fora.
Tiveram os momentos em que nos reuníamos para ver os jogos na TV. O grupo de estadunidenses que chegaram pouco antes de eu concluir meu trabalho por lá eram extremamente engraçados e o jogo foi mais barulho do que realmente assistir. Ri pra caramba nesse dia, mesmo estando muito cansada (um deles, Carl, se eu não me engano, disse que eu estava sleepy, mas eu só ri e disse que conseguiria aguentar até o final do jogo para ir dormir).
Resumindo: Minha copa do mundo foi ótima, independente de 7x1. Me diverti, conheci gente nova e exercitei o "ingrêis", que ficou melhorzinho depois dessa oportunidade.
... Se tudo isso foi verdade? Isso fica a cargo da sua imaginação.
Por hoje é só, Cerejinhas!
X
(Bom, temos que ter algo que lembre a Copa do Mundo aqui, não é? #NeverForget)
O recesso da copa começou pouco antes do ponto onde a crônica de hoje começa. Por morar em uma das cidades-sede, ter uma tia com uma casa no centro da cidade que também faz serviço de hospedagem e o marido dessa tia ter ido fazer uma visita ao seu país de origem (EUA), acabei sendo convidada pela minha tia (e o marido dela) para ficar lá na casa, sendo um tipo de recepcionista para todos os turistas que chegassem por lá.
Assim que cheguei, vi que a minha tia também estava sendo ajudada por uma amiga nos afazeres domésticos, mas eu era a única que falava inglês, então aquele seria o meu trabalho ali. Mesmo não sendo a minha primeira experiência com turistas (teve uma vez que recepcionei três croatas e tive uma conversa incrível com a única garota do bando que tinha um estilo incrível, e teve a outra vez com uma garota de NY, que merece um post só dela, porque aquele dia foi super divertido), eu estava nervosa, afinal, eu ficaria naquela casa durante dias e basicamente conviveria com aquele pessoal todo.
Não me lembro bem quem foi a primeira pessoa que eu recepcionei, deve ter sido um homem, afinal, essa foi a maioria. Foram incontáveis as vezes em que eu disse "upstairs, please" para mostrar onde os hóspedes ficariam. Só um grupo de franceses e o cara que parecia o Ricky Martin não precisaram ouvir essas duas palavrinhas.
Acabei percebendo que existem turistas e turistas. Tipo, alguns eram maravilhosamente simpáticos e outros simplesmente entravam em seus quartos, faziam perguntas de praxe (tipo "onde posso encontrar um caixa eletrônico?" ou "eu posso lavar minhas roupas aqui ou devo procurar uma lavanderia?") e ficavam trancados até o momento em que iam ver o jogo. Daí vinha uma nova pergunta de praxe: Quanto tempo leva daqui até a arena?
Coisas engraçadas aconteceram. Teve o anteriormente citado "cara que parecia com o Ricky Martin", que realmente se parecia com o Ricky Martin, só tinha o cabelo comprido. Tivemos algumas conversas sobre futebol e por acaso fiquei sabendo que a mãe dele era do norte da Itália e ele falava português, mas só falava inglês comigo, pois achava que era mais confortável para ele (vai entender)... Também teve o Jared, um cara que se parecia com Jared Padalecki (igualmente alto) e foi acompanhado da mulher e do filho pequeno, uma fofurinha... Não teve como não imaginar o JarPad se hospedando lá e, sei lá, dizendo que era amigo do marido da minha tia (só porque ele é americano, eu ficava imaginando que ele conhece 646517436845436356 artistas e um dia teria chances de conhecer todos eles... Coisa de criança que sonha demais) e eu criaria amizade com ele também ♥ ...
Tiveram pessoas bem legais também. Teve o Joe (ele tem um outro nome, é tipo "qualquer coisa Joe", mas eu esqueci o nome dele) e ele ganhou o troféu fofura dessa minha estadia lá ajudando a minha tia. Primeiro: ele era baixinho. Tipo, ele era menor do que eu e isso deve ser meio constrangedor para um cara (ele tinha por volta de 1,55 de altura), mas pra mim foi fofinho. Segundo: ele tinha traços orientais, então ele era um japonês baixinho com cabelos espetados e extremamente pretos. Terceiro: Foi uma das poucas pessoas que realmente se importavam com a minha presença ali, conversamos, eu descobri que ele morava na Austrália. Pouco depois do Joe chegar, eu vim em casa para ver se estava tudo tranquilo e voltei uns dois dias depois, quando eu cheguei lá, ele estava tomando café e foi super simpático comigo (eu que não soube reagir e minha resposta foi meio "hm, er... I'mokayhowareyou? *sorriso sem graça*" ~sim, falei uma palavra por cima da outra~).
Teve o também anteriormente citado grupo de franceses... Um deles tinha parentes portugueses e mandava superbem no português... Que sotaque, que corpo, ótimas flexões de braço feitas na escadinha de acesso à porta da casa... Enfim, movin' on.
Teve um casal super engraçado e extremamente fofo. Os dois se ajudavam nas coisas, ela gostava de conversar comigo e ele era muito da zueira, pena que não ficavam muito em casa... Logo o pessoal que a gente gostaria de conviver mais, costumava passar o dia todo fora.
Tiveram os momentos em que nos reuníamos para ver os jogos na TV. O grupo de estadunidenses que chegaram pouco antes de eu concluir meu trabalho por lá eram extremamente engraçados e o jogo foi mais barulho do que realmente assistir. Ri pra caramba nesse dia, mesmo estando muito cansada (um deles, Carl, se eu não me engano, disse que eu estava sleepy, mas eu só ri e disse que conseguiria aguentar até o final do jogo para ir dormir).
Resumindo: Minha copa do mundo foi ótima, independente de 7x1. Me diverti, conheci gente nova e exercitei o "ingrêis", que ficou melhorzinho depois dessa oportunidade.
... Se tudo isso foi verdade? Isso fica a cargo da sua imaginação.
Por hoje é só, Cerejinhas!
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