terça-feira, 16 de setembro de 2014

Blue Oblivion

Não gosto muito de fazer indicações, pois tenho um gosto estranho e sempre tenho a sensação de que ao expor a excentricidade da minha pessoa, exponho junto um pedaço de mim, o que acarreta a falta de vontade de ter pedaços de mim sendo julgados.
      Mas quebrando minhas próprias regras, o post de hoje vai ser dedicado a meu novo prazer ocular: In The Flesh. Esqueça tudo aquilo que você conhece sobre zumbis, não, na verdade eles continuam raivosos e perigosos, com a diferença de que é somente na ausência de seu medicamento diário. Nessa serie os zumbis são sim recuperados, o desenvolvimento de uma droga que permite que eles retomem suas consciências é o carro chefe da historia.
     Pois eles continuam mortos, com aparências ruins, na verdade a aparência ruim é opcional, pois o governo disponibiliza maquiagem e lentes de contato para que eles possam andar como os vivos, e combinemos que de maquiagem, eles ficam melhores que a grande maioria dos vivos da serie. Kieren é o personagem principal do show, trazendo toda a carga emocional que faz com que In The Flesh te vicie desde o primeiro episodio, e não se surpreenda se em algum momento você chorar, a trilha sonora mais que perfeita fica encarregada disso, e no meu caso, ela passou a ter residencia fixa no player do celular. Adversidades, preconceito, ação, drama adolescente, amor e zumbis, muitos zumbis.
     Sem dar spoilers, se você acha que The Walking Dead é a melhor serie do mundo sobre zumbis, tenha certeza, apesar do tema geral ser o mesmo, não tem como fazer nem uma comparação entre as duas, portanto, não vá assistir esperando uma matança desenfreada de infectados pela síndrome do falecimento parcial, pois a série não trata deles como monstros a serem caçados, não somente.

     OBS: Não se assuste se você se apaixonar pelos zumbis da serie, eles são bem gatos. 



           StarkHouse.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

De Aristóteles a Cazuza, e a pior invenção da terra

                Talvez você nunca tenha parado para pensar, mas provavelmente deveria, de todas as invenções da humanidade qual delas foi a maior e melhor? A internet? A geladeira? Ou talvez a escova de dente? Bem, ainda que inegavelmente esses exemplos tenham sido primordiais para nossa evolução, eu, esse humilde ser que vos escreve acredita que a maior invenção da nossa espécie não foi bem uma invenção, e também é uma controvérsia agridoce de si própria.
                O tempo. Não há nada conhecido na vida que não se dobre ao tempo, a simples nomenclatura do tempo é etérea, temos o nosso próprio tempo como já ressaltou Renato Russo, temos o tempo das coisas e o tempo em pura essência, para mim o tempo é algo assustador e ao mesmo tempo essencial, pois sem ele não existiria conhecimento, nem percepção de vida, já pensou em como seria interessante não termos sobre nossas cabeças o pesar insuportável dos ponteiros do relógio?
                O que seria do dia e da noite, dos prazos e agendas? O que seria de nós, escravos do tempo, usurpados pelas horas que se findam e renascem exaustivamente, não posso dizer se Cazuza estava certo ou não, afinal, que tempo não para? Um dia deixamos de existir, morremos, nosso tempo terá chegado ao fim, mas somente o nosso? Ou quando morremos levamos o tempo conosco, deixamos às cegas as coisas que ficam, pois o passar dos minutos ajudou a terra a devorar nossas cascas vazias? Se você não se assusta com o tempo, brindemos a isso, admito que olhar os antibióticos e remédios como sendo os medalhistas de ouro no pódio das criações é uma premissa bem mais interessante.
                Termino então esse texto culpando o tempo pela sua ausência nos meus dias, e coloco nos olhos que aqui repousarem por alguns minutos ou segundos uma reflexão de um velho louco, velho esse que dedicou seu tempo a olhar a vida pela ótica correta, crua e bruta.

                “ Vamos todos morrer, que circo! Só isso deveria fazer com que amassemos uns aos outros, mas não faz” – Charles Bukowski



                                      StarkHouse.



 

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